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sábado, 30 de janeiro de 2016

Apps e Dates Pela Net

"Muitas vezes, quando estou a lavar a louça e a ouvir a Antena 1, passam músicas muito giras, mas depois nunca dizem quem é o artista. Felizmente, existe o Shazam."

sábado, 23 de janeiro de 2016

Tatá, a Baronesa de Lazarim

Acredita se lhe disser que plantou uma arca vitoriana mesmo ali no meio do salão. Não acha que é mesmo de quem não sabe o que fazer ao mobiliário. Se já não tinha espaço, guardava nos arrumos. Ou, se queria preencher o espaço, para não dar um ar assim tão despido à divisão, punha um confident ou um pianinho de cauda e até lhe punha em cima uma jarra da Vista Alegre Atlantis. Quem diz uma jarra diz outra peça como aqueles anjinhos com asas em biscuit sentado da edição especial, que fizeram agora para o Natal. São engraçadíssimos. Em cristal, por tudo o que é mais sagrado, em cristal, não me andem a pôr vidro. A piroseira, como umas e outras, a encher o bar com frascos e garrafas de vidro, é uma falta de estima pelo uísque malte de 20 anos. Fizesse eu tal, o Álvaro não me perdoava. É que podia esquecer a minha gargantilha nova pelo aniversário. É um querido, adora-me de morte, mas há faltas que não tolera. E é uma questão de bom senso, já se sabe que no vidro o sabor nunca é o mesmo. Mas atenção que a moda já não é o que era, a rolha diamantada, giríssima que ela é, já não se vê. Agora é tudo muito mais assim para o minimalista, sem exagero na lapidação de base e a rolha, se tiver, é um detalhezinho muito singelo. Ainda que a sua casa seja clássica, tome atenção, a menina não quer passar-se pela pindérica de Odivelas que chegou anteontem à Linha. E não deixa de ser uma delicadeza que faz à criada, a pobre criatura vai agradecer-lhe horrores por ter menos reentrâncias na hora de limpar o pó. 



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Priscilla com dois éles como Marcello Caetano

A menina Lurdinhas e o Tavares casaram no fim do ano, que foi quando lhe deram folga na camisaria, que a clientela não espera despida à espera que ele vá ali e já venha. Ela queria ter casado no dia de Natal, em honra ao menino Jesus, que cerimónia tão linda teria sido aquela, se ao menos me tivessem deixado. Mas o pároco não achou por bem competir com Cristo dessa forma, para além de que não é época para pôr grandes enfeites na igreja.

A casa dos pais da Lurdinhas é asseada mas não é lá muito grande portanto a boda foi coisa singela, a família de um, a família do outro e pouco mais. Para compensar, a Lua de Mel foi um fartote, começando os pombinhos por pernoitar no Buçaco, sabe que aquilo custa couro e cabelo mas é fino como eu nunca vi. Vista a Serra de uma ponta à outra rumaram à Batalha atrás de ver o Mosteiro. Ai mas é muito mais bonito que a nossa igreja matriz, pena ser Inverno que dizem que quando o Sol bate forte nos vitrais é que isto é encantador a sério. Mas olha vimos os jazigos daqueles reis todos, até lá estava o Infante Dom Henrique, há que séculos que Ceuta voltou para os mouros de que lhe valeu ralar-se? Antes de voltarem para cima passaram na Nazaré que a Lulu nunca tinha visto o mar, e ai tão grande que ele é. Nem ela havia viajado até tão longe nem o Fiat Seiscentos do meu sogro andado tantos quilómetros em tão pouco tempo. Mas portou-se bem, ah pois que há para aí muita máquina que não aguentaria tanto.

Não haveria de ser fácil para a jovem esposa cumprir  o seu sonho de menina, ser mãe de outra menina ainda mais bonita e mais prendada. A certa altura já se julgava que era infértil, sequinha como um riacho em Agosto, e foi quando as regras lá tardaram a aparecer. E ela soube logo porque desde garota que era certinha como as horas (qual Kant!). Tal como soube logo que aí vinha uma menina porque a forma do ventre não engana e uma mulher sente estas coisas. Assim, nascida a bebé, dormia no seu regaço cansado das atribulações do parto, quando chegaram as visitas. E agora como lhe vais chamar? A tia do Tavares que viveu metade da vida na Suíça disse que Priscila é que está a dar lá fora. O avô disse que sim senhor, mas só se fosse Priscilla com dois éles como o Marcello Caetano, para que toda a gente saiba que não há comunistas em nossa casa e que somos gente de bem. A Lurdinhas estava a borrifar-se para o Marcello mas gostou da ideia porque com o éle a mais ficava ainda mais chique. Mas atenção, que ninguém mencione esta homenagem à prima-vizinha da frente, coitada, tem dois dos três filhos no Ultramar. Que matem os pretos todos e voltem rápido, sãos e salvos, meus ricos filhos!

A Priscilla da Conceição nunca se deu com comunistas, no entanto, nada quis ter a ver com o regime que dali a nada foi posto na rua. Portanto, se lhe perguntarem porque não se chama Priscila em português, ela vai responder, peremptória e nariz-empinadamente, que a mãe assim a batizou por ser fã da Priscilla Presley, que é uma verdadeira senhora e que um dia também ela haveria de casar com um cantor romântico e ser uma estrela da televisão numa espécie de Dallas nacional, porque muitas vezes fazem-se cá novelas a fazer lembrar as do estrangeiro.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Sabedoria Popular

À deriva na internet, sem bússola nem astrolábio, atraquei aleatoriamente numa publicação com expressões populares portuguesas. Logo nas primeiras três que li encontrei um elo comum, um sentido ignóbil, mais ou menos explícito, em todas elas. Eis que elas foram:

"Ao Diabo e à mulher nunca falta que fazer." Alusão óbvia ao trabalho com as panelas a que ambos estão destinados — um a cozer batatas o outro a cozer pessoas.

"Ao menino e ao borracho mete Deus a mão por baixo." E isto lembrou-me que ao borracho tudo bem, mas ao menino é pedofilia.

"Ele a dar-lhe e a burra a fugir." Opá este nem merece comentários.

E depois disso ainda não li mais nada, (nem sei se vou ler, vou antes ver se as marés me levam a outro porto) porque vim "de caminho" (adoro esta expressão) escrever isto.

sábado, 26 de outubro de 2013

Would You?

Wolowitz: Sheldon, if you were a robot, and I knew and you didn't, would you want me to tell you? 

domingo, 21 de julho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Conselho


Dar conselhos sobre estar prevenido para se o pior acontecer toda a gente faz. É importante claro, mas já toda a gente está farta de o ouvir. O conselho que deixo aqui é diametralmente oposto (mas conciliável!) :

Devemos estar sempre prevenidos para se o melhor acontecer!

Nunca desaproveitar uma boa oportunidade por não estar a contar com ela! Que triste seria! É por causa disto que aos pessimistas acabam por ter menos sorte, por não estarem preparados para a receber.


Quanto à imagem, queria só dizer (de uma forma nada apartidária), que às vezes precisar de um médico e "ter sorte" podem ser a mesma situação...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um ditado e o darwinismo

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
É assim que diz o ditado.
Já confirmei várias vezes que é verdade, empiricamente. Quando as pessoas estão com fome e não têm comida disponível, ou prevê-se que ela demore muito a chegar, chegam a situações de litígio com problemáticas irrelevantes. Quando as pessoas estão com fome discutem com muito mais facilidade! Mas porquê?
Para percebermos isto temos que recuar até ao período Paleolítico, quando os Homens caçavam mamutes com paus e pedras. Nessa altura os Homens viviam em eterno sobressalto, temendo constantemente serem atacados por uma fera que os visse passar. Passavam a maior parte do tempo escondidos em cavernas, amedrontavam-se e amontoavam-se perto de uma fogueira feita sem acendalhas, e essa proximidade dos corpos fazia com que o medo se dissipasse um pouco e com que copulassem muito. Depois de copularem já se sabe, ou vinha o sono ou vinha a fome, coisa que também se manteve na espécie até aos dias de hoje. Ora quando vinha o sono não havia grande história para contar, tirando que ressonavam ainda mais do que hoje se ressona, porque os roncos assustavam e dissuadiam eventuais predadores. Já quando vinha a fome...
Quando vinha a fome os homens normalmente não tinham frigoríficos para abrir, e os que tinham acredita-se que estivessem vazios. Posto isto enervavam-se, tal como hoje. Dentro daquele espírito neandertal (atenção que não descendemos dos neandertais, mas o adjectivo fica aqui bem) crescia o ódio, a raiva, aquela agressividade que vem com a fome, e como na altura ainda não estava na moda a violência doméstica, os homens que antes estavam covardemente atrás de uma fogueira, agora impelidos pela raiva, saiam disparados da caverna e extravasavam aquela cólera toda matando uma besta de 10 toneladas à paulada. Depois disso comiam o mamute cru, como um Homem deve fazer, e regressam à caverna. E depois de saciados ou voltam a dormir ou a copular.
E foi assim que foram vingando os homens mais adaptados: nós descendemos dos que mais se enervavam quando tinham fome, porque no fim de contas esses comiam mais (e acasalavam mais!)
Por isso sempre que te irritares quando quiseres comer e não tiveres bolachas em casa, lembra-te que é normal! E também que foi por isso que se extinguiram os mamutes.
Agradeço quem arranjar uma revista científica interessada em publicar a minha tese, tipo a nature.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cool Medicine

Eu quase nunca vos falo do meu curso, e quando falo é para dizer, sinceramente ou distorcendo um pouco a realidade a meu favor, que é por causa dele que não tenho postado.
Hoje vou partilhar coisas de alguma forma relacionadas com ele e que vocês vão achar interessantes.
Vamos começar por falar daquele que será talvez o pintor mais famoso de sempre, dizem mesmo algumas bocas o melhor de sempre (mas não a minha)!
Pablo Picasso, o criador do cubismo tinha horror a ter sífilis, e não só teve o horror como acabou por ter também a doença, isto numa altura em que não havia penicilina (inicio do séc XX). Ora uma das complicações tardias da sífilis não tratada é a neurossífilis, que basicamente tem a ver com o atingimento cerebral. Alguns dos sintomas da neurossífilis são a visão dupla e tripla. Ora especula-se que esses sintomas tenham sido decisivos na inspiração do pintor no seu estilo, que como toda a gente sabe tem tudo a ver com a desconstrução de planos e perspectivas.

Les Demoiselles d'Avignon, o quadro que inaugurou o cubismo, pintado por Picasso. Referência evidente a um bordel, tipo de casa que casa que o pintor chegou a frequentar habitualmente em certo período da sua vida, entendendo-se portanto bem o seu medo e especialmente o ter-se tornado real.

Júlio Cesar, o grande imperador romano deu nome à cesariana não por ter nascido desta forma mas porque decretou uma lei em que no caso de morte da mãe durante o parto o médico que estivesse  a prestar assistência podia e devia abrir a barriga da mãe e tentar tirar a criança dessa forma com vida. Não sei se nessa altura isto correspondeu alguma vez a uma vida salva ou não.

Por último apresento-vos um caso clínico peculiar:

Ora aqui está uma radiografia. Antes de continuarem a ler peço-vos que atentem bem nela e tentem 
conjecturar um quadro clínico que a explique. (...tempo para pensar convertido em espaço no post...) Muito bem, terminado o tempo para resolverem o exercício é altura de ser apresentada a solução. Esta radiografia é de uma doente deu entrada no serviço de urgência com um vibrador "perdido" (foi difícil escolher que palavra aplicar) no recto. Um vibrador daquele tamanho! E assim está explicado o achado número um na imagem. Vamos ao não menos interessante segundo achado. Aquilo que aparece por baixo do vibrador é uma tenaz da salada que ficou presa (obviamente no processo caseiro de tentativa de remoção)... E é isto, acho que não preciso acrescentar mais nada. Eu bem disse que era peculiar...
(Peculiar que chegue para acabar por aqui o post!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

SPAM



Toda a gente sabe o que é spam, toda a gente sofre com spam, eu mesmo sou um caso paradigmático que têm um número de três dígitos nas mensagens a receber do e-mail.
O que talvez menos gente saiba, particularmente cá em portugal, é que SPAM também é, e já era antes, um tipo de carne enlatada. Muito mais popular na América do norte e no Reino Unido do que por cá, SPAM é o acrónimo de spiced ham, uma mistura de carne de porco pré-cozinhada com fiambre vendida desde 1937.


Coincidência? Não. As duas palavras não são iguais por acaso. A mais tenrinha das duas, a mais novinha veio da primeira e os responsáveis por isso foram os Monty Python. O grupo de humoristas inglês, perito no humor nonsense e talvez o grupo mais influente de sempre nos sketches de humor, é a ligação entre os dois significados através deste sketck que satiriza o racionamento de alimentos durante a segunda guerra mundial no UK e ao qual o SPAM foi dos poucos alimentos a escapar.


Fartinhos que deviam de andar os ingleses nessa altura, deviam comer mais SPAM do que um aluno universitário come atum, lembraram-se análogamente de aplicar o termo a algo que também lhes impingiam e já estavam fartos e à qual é dificil escapar.
Curiosamente a empresa que produz SPAM nunca se mostrou contra a utilização do termo para designar o correio (normalmente electrónico (sim porque há outros tipos de spam) ) não solicitado. Apenas exigiu que SPAM em maiúsculas fosse usado estritamente para designar o seu produto. Portanto, caro leitor, tu que nunca hás de escrever sobre esta carne enlatada também nunca escrevas spam com maiúsculas! 
E para terminar, um desbloqueador de conversa: O Havai é o sítio onde se consome mais spam per capita. No Havai até há uma festa anual do spam. Lá é o único sítio do mundo onde o McDonald's e o Burguer King tem menus com spam. E hoje deve estar um dia bonito no Havai.

Monty Python


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portuguese Sayings

Não há língua como o nosso português, é um facto. E o que diria um inglês se ouvisse as nossas preciosas expressões traduzidas à letra, bem à moda de um Zezé Camarinha. Ora tomem atenção.








  



 




E aquele elogio que nem os portugueses entendem:



Daqui.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

It's Funny 'Cause (Sometimes) It's True

How to please a woman.

E dizem que as mulheres são complicadas. Eis, resumido numa simples imagem (legendada), tudo aquilo que uma mulher deseja numa relação. O ideal é dizerem-lhes que são lindas a comer.