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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Zheng Yiqiang

Continua a cintilar, seu diamante doido. 





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Frozen heart (2)

Há uns meses escrevi aqui uma reflexão com o mesmo título deste post. É ela, em súmula ou por inteiro, uma só frase:
"O bom de não ter sentimentos é não se poder ficar triste por causa disso."

Na altura não acrescentei sequer uma imagem, por não me ocorrer nada que encaixasse devidamente.
Mas entretanto passei por um quadro de Dali perfeito para isso — O nascimento de uma divindade.


Não me vou pôr aqui a descrever extensamente o quadro, mas aquele coração rochoso a emergir de um lago gelado, o torpor daqueles olhos... Dor, angústia? não, muito para além disso já — só entorpecimento mesmo. O apagamento emocional da figura... parece feita de encomenda.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cool Medicine

Eu quase nunca vos falo do meu curso, e quando falo é para dizer, sinceramente ou distorcendo um pouco a realidade a meu favor, que é por causa dele que não tenho postado.
Hoje vou partilhar coisas de alguma forma relacionadas com ele e que vocês vão achar interessantes.
Vamos começar por falar daquele que será talvez o pintor mais famoso de sempre, dizem mesmo algumas bocas o melhor de sempre (mas não a minha)!
Pablo Picasso, o criador do cubismo tinha horror a ter sífilis, e não só teve o horror como acabou por ter também a doença, isto numa altura em que não havia penicilina (inicio do séc XX). Ora uma das complicações tardias da sífilis não tratada é a neurossífilis, que basicamente tem a ver com o atingimento cerebral. Alguns dos sintomas da neurossífilis são a visão dupla e tripla. Ora especula-se que esses sintomas tenham sido decisivos na inspiração do pintor no seu estilo, que como toda a gente sabe tem tudo a ver com a desconstrução de planos e perspectivas.

Les Demoiselles d'Avignon, o quadro que inaugurou o cubismo, pintado por Picasso. Referência evidente a um bordel, tipo de casa que casa que o pintor chegou a frequentar habitualmente em certo período da sua vida, entendendo-se portanto bem o seu medo e especialmente o ter-se tornado real.

Júlio Cesar, o grande imperador romano deu nome à cesariana não por ter nascido desta forma mas porque decretou uma lei em que no caso de morte da mãe durante o parto o médico que estivesse  a prestar assistência podia e devia abrir a barriga da mãe e tentar tirar a criança dessa forma com vida. Não sei se nessa altura isto correspondeu alguma vez a uma vida salva ou não.

Por último apresento-vos um caso clínico peculiar:

Ora aqui está uma radiografia. Antes de continuarem a ler peço-vos que atentem bem nela e tentem 
conjecturar um quadro clínico que a explique. (...tempo para pensar convertido em espaço no post...) Muito bem, terminado o tempo para resolverem o exercício é altura de ser apresentada a solução. Esta radiografia é de uma doente deu entrada no serviço de urgência com um vibrador "perdido" (foi difícil escolher que palavra aplicar) no recto. Um vibrador daquele tamanho! E assim está explicado o achado número um na imagem. Vamos ao não menos interessante segundo achado. Aquilo que aparece por baixo do vibrador é uma tenaz da salada que ficou presa (obviamente no processo caseiro de tentativa de remoção)... E é isto, acho que não preciso acrescentar mais nada. Eu bem disse que era peculiar...
(Peculiar que chegue para acabar por aqui o post!)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Wassily Kandinsky


Nasceu em 1866, em Moscovo, na Rússia. A sua primeira paixão foi a música. Entretanto, formou-se em direito e economia política na Universidade de Moscovo. Aos 30 anos, encantado com um quadro de Monet, abandonou a carreira jurídica. Em 1900, em Munique, formou-se pela Academia Real.

Os seus primeiros trabalhos exprimiam a musicalidade e o folclore russo. Em Paris, onde viveu por um ano, Kandinsky entusiasmou-se pelas artes aplicadas e gráficas, bem como pelo estilo de pintura dos fauvistas. Em 1908, voltou a Munique. Publicou o ensaio Do Espiritual na Arte , em 1911, onde tratou a manifestação artística como expressão de uma necessidade interior. Em 1912, publicou o almanaque Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), nome de um quadro e do primeiro grupo expressionista, cuja vertente é mais lírica do que dramática, em relação ao grupo expressionista Die Brücke.

Voltou à Russia durante a Primeira Guerra, onde permaneceu até 1921. Acompanhou a Revolução Socialista e como membro do Comissariado para a Cultura Popular fundou vários museus. Reorganizou a Academia de Belas Artes de Moscovo. Foi também professor da Bauhaus a partir de 1922. Escreveu Ponto e Linha sobre o Plano onde reflete sobre os elementos da linguagem plástica e suas correlações, colocando os problemas da abstração.

Tornou-se cidadão alemão em 1928. Em 1933, a Bauhaus foi fechada pelos nazis e, em 1937, os seus quadros foram confiscados. Em 1939, fugiu para a França, onde se naturalizou. Morreu em Neuilly-sur-Seine, em França em 1944.















segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Pedra, Tesoura, Papel e os efeitos invisíveis do intelecto


Eis um grande clássico dos jogos que, ao contrário do que o nome parece indicar, não precisam de nenhum equipamento ou material para serem jogados. É mais complexo que o rival "par ou ímpar". Para além do mecanismo de jogo mais elaborado, também tem como vantagem a atractividade e até a parca lógica: sempre tem mais sentido e é mais cativante imaginar uma tesoura a cortar uma folha ou uma folha a tapar uma pedra, do que uma disputa pela paridade ou imparidade dos números.
O "pedra, tesoura, papel" (ou "pedra, papel, tesoura", depende dos autores, sendo este um debate de grande polémica) é também considerado uma das formas clássicas de tomar grandes decisões, particularmente resolver grandes disputas. Exemplos: quem é que vai lavar a louça; quem é que fica com o último mon chéri; quem é que ganha um concurso público... A minha própria vida foi direccionada à custa disto.
No que toca à estratégia de jogo, À primeira vista podemos ter a ilusão que neste jogo tudo depende da sorte. Mas veja-se melhor! Todos nós, jogadores disto (que somos, é inegável), sentimos aquela tendência inata para achar a pedra a melhor "carta" em jogo. De certo porque a pedra seria aquela que numa situação real poderia causar dano físico às outras. Na verdade os três objectos são iguais no que toca a vantagem no jogo, mas não, nem o papel nem a tesoura nos transmitem aquela sensação subliminar de segurança. A pedra vem, ao longo de milhares de anos, sendo enraizada na nossa cultura como símbolo de solidez (porque é efectivamente sólida), como símbolo de estabilidade: a pedra - entidade sobre a qual uma casa deve ser alicerçada. Portanto, um jogador tem uma tendência natural, não se deslindando dessa simbologia, para jogar "pedra". Ora um bom jogador sabendo disso deverá optar por jogar "papel" porque terá uma probabilidade melhor de ganhar. Um muito bom jogador, por sua vez, é aquele que, achando que o seu adversário não parece um novato e deverá jogar "papel", vai jogar "tesoura". Agora o que fará um exímio jogador? Um jogador exímio será aquele que olha para o seu adversário, tem a ousadia de diagnosticar o estádio em que ele está, e mediante isso adequa a sua jogada. Quando um jogador exímio encontra um muito bom jogador (que joga papel como já vimos) o que é que ele joga? "Pedra", tal e qual o novato! Isto é inteligência de efeito prático redundante. Para um observador, o que fica é o visível, é a "pedra", independentemente do trabalho intelectual oculto por trás da decisão. Na verdade isto neste jogo não me causa qualquer incómodo. Mas isto acontece em muitas outras situações. A actividade intelectual deve sempre deixar um rasto visível, para que seja reconhecida. Coisa que não aconteceu ( não aconteceu deixar rasto, porque o reconhecimento esse sim, esse existiu ) neste quadro de Joan Miró, chamado simplesmente Paysage: 
Onde eu quero chegar é, e apenas como exemplo, este quadro enorme, 2 metros de largura, está assim, sem nada que o explique, a ocupar meia parede no museu Reina Sofía em Madrid, um grande museu internacional, ao lado de por exemplo Guernica de Picasso. E o que é que isto é? Para mim isto não é criatividade nem genialidade, mas mera presunção. Até podem dizer que ele tinha uma elaboradíssima explicação para o quadro, que tudo tinha uma intencionalidade, mas se assim é, que o explicasse. Que o escrevesse. Que o colasse num post it no quadro quando o vendeu, isso é que era original! Para mim é uma obra preguiçosa, feita à espera que os críticos arranjassem uma forma complexa de a interpretar, por saberem que era dele. Para mim isto isto vale tanto como um desenho de qualquer miúdo de 4 anos. Ou vale menos, porque este não implicou esforço nenhum. Se tiver havido algum trabalho intelectual para que é que ele serviu, se está semelhante ao que qualquer miúdo faria? É que, bem, intelectual não podemos saber se houve, mas trabalho/empenho técnico esse não houve de certeza...
Não gosto quando se valoriza uma obra em função do autor. Quem garante que o miúdo de quatro anos não pensou mais do que o que se assume que Miró tenha pensado, na simbologia do desenho?
E nem sequer bonito é...

P.S.: ainda ficaram por falar as variantes do pedra-tesoura-papel com o fósforo ou o laser; a simbologia de cobrir (a pedra com o papel), que é uma vitória do intelecto em sociedade sobre o poder físico; e por dizer que eu gosto de Miró (no geral).


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

John Currin...



considerado um dos maiores pintores da actualidade, aqui com alguns trabalhos a aflorarem o seu tema predilecto.







sábado, 15 de setembro de 2012

Não sei onde está muito menos quem a fez

Podia dizer que isto era sobre o novo acordo ortográfico, que era sobre os cortes orçamentais para a cultura e sobre certas reestruturações institucionais, ou que era alguém a protestar e a argumentar persuasivamente em prol da sua causa sem usar palavras...
Podia interpretar isto de muitas formas, mas não vou explorar nada disso, porque isto é somente sobre esta fotografia, sobre esta obra gratuita e genial que não merece que eu estrague a possibilidade de quem a vê a interpretar livremente, sem ser enviesado pelas minhas sugestões.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pintura - René Magritte









           


                             






                         

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Claude Monet



Mon Dieu, il est très difficile de choisir entre eux.









 The Bark at Giverny by Claude Monet