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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
RTP 3: Rui Rio
Conhecimento, discernimento e rectidão são qualidades incomuns na nossa esfera pública, ergo sabe sempre bem ouvi-lo. Opiniões claras e concretas de quem, calculo, não deve nada a ninguém, e a ponderação e sensatez de quem fala com imparcialidade.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Bail-out/Bail-in
Entrou em efeito a diretiva europeia que protege os contribuintes de serem os primeiros a pagar pela falência de um banco. Na linha da frente passam a estar acionistas e credores.
"The directive establishes a bail-in system which will ensure that taxpayers will be last in the line to pay the bills of a struggling bank. In a bail-in, creditors, according to a pre-defined hierarchy, forfeit some or all of their holdings to keep the bank alive. The bail-in system will apply from 1 January 2016.
The bail-in tool set out in the directive would require shareholders and bond holders to take the first big hits. Unsecured depositors (over €100,000) would be affected last, in many cases even after the bank-financed resolution fund and the national deposit guarantee fund in the country where it is located have stepped in to help stabilise the bank. Smaller depositors would in any case be explicitly excluded from any bail-in.
To improve a struggling bank’s recovery prospects and foster general economic stability, bail-ins would apply at least until 8% of its total assets have been lost. In most cases, this would mean shareholders and many bondholders would be wiped out. Above this threshold, the resolution authority may allow the bank to access resolution fund money up to a maximum of 5% of the bank's assets.
A member state could lodge a request with the Commission to exempt certain creditors from bail-in on an exceptional and case by case basis. The Commission would have the right to object. Moreover such exemptions would still mean that the bank would need to find 8% of its assets to bail-in before it could hope to tap other funds."
Bail-in vs. Bail-out
"Bail-out is when outside investors rescue a borrower by injecting money to help service a debt. Bail-outs of failing banks in Greece, Portugal and Iceland were primarily financed by taxpayers.
By contrast, a bail-in forces the borrower's creditors to bear some of the burden by having part of the debt they are owed written off.
At the height of the financial crisis, governments avoided resorting to bail-ins out of concern that it might cause panic among the creditors of other banks; even the bondholders of Irish banks were initially spared.
But as time has passed, and the cost of government bail-outs has risen, the appeal of asking private-sector investors to take a hit has increased."
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O pesadelo de se ser adorado
Más notícias para os galináceos
Parece que pela primeira vez nos últimos cem anos (que é desde quando há registos minimamente fiáveis), a carne de frango é preferida à carne de vaca nos Estados Unidos.
(os interessados poderão ler a notícia aqui)
Uma óptima notícia para os produtores de frangos, uma péssima notícia para os frangos produzidos. Mundo de contrastes este...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
O João e a Cofidis
Quase todos os dias o João entra-nos em casa, junto com o pai, os dois juntos naquela garagem, junto com aquele carro vermelho e aquele discurso enfadonho e repetitivo, sempre o mesmo, invariante, invariantemente estúpido.
"O João fez a parte dele e entrou em medicina, e eu cumpro a minha e dou-lhe um carro." Que idade é que o João tem? Deve ter, pelo menos,18, para estar a ingressar agora no ensino superior, e para poder usar um carro fora do estacionamento do cemitério da vila dele. Esse método de estimulação "if - then" parece-me um bocado desajustado para um jovem adulto, e sobretudo muito desajustado para o objectivo em questão. O João tem que querer entrar em medicina, ou noutro curso qualquer, porque gosta e não porque vai ganhar um carro. E tem que gostar o suficiente para estudar, também, o suficiente. E não para ter um sítio para dar aso a deleites adiados com a namorada, até então, por falta de local. Eu acho má pedagogia. Se é dos que sofre com a pressão dos objectivos, vai lhe pôr ainda mais pressão em cima. Se ele falhar, vai causar-lhe ainda mais frustração. Se é dos que não tem auto-disciplina suficiente para se esforçar pelos próprios objectivos, então é imaturo, foi mal educado e não acho que esse problema deva ser corrigido oferecendo-lhe um carro por uma coisa que ele deve querer por si. No resto da vida não vai haver quem lhe possa dar viaturas por cada objectivo. E se para entrar foi preciso um carro, para ele completar o curso ia precisar de um stand. Portanto em nenhuma das hipóteses me parece adequada a atitude.
Agora vamos à questão económica que também não me parece menos estúpida. Então o pai do João não tem dinheiro suficiente para lhe pagar um carro novo e nem um usado (porque também, se tem dinheiro para um usado mas vai contrair um empréstimo para dar um carro novo como primeiro carro, é muito parvo). Até aqui tudo bem. Ele não tem esse dinheiro e o filho anda no secundário. Tudo bem na mesma, até agora foram constatações. Mas o homem, que não tinha dinheiro para comprar um carro em segunda mão, vai, logo agora, agora que vai ter um pesadíssimo acréscimo nas despesas com propinas, transportes, habitação e alimentação do moçoilo na faculdade, empenhar-se com um empréstimo, e logo na cofidis! O cúmulo é isso, é que não é num banco mais credível, que procura garantias para o crédito e depois apresenta taxas de juro mais razoáveis, não, é logo na cofidis...
Enfim, foi desta forma que arranjei uma óptima desculpa para eu falar disto. É por esta política do "quero, não tenho dinheiro, faço um empréstimo", por esta oferta de crédito fácil, desregrado, tantas vezes inconsequente, que há tantos portugueses cujo trabalho serve meramente para ir sobrevivendo às prestações mensais.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Ciclo Vicioso
"Mais de dez mil empresas nacionais foram extintas no primeiro semestre
As dissoluções subiram 33% face a 2011, enquanto a criação de novos negócios recuou 15%, para pouco mais de 16 mil. O saldo líquido entre encerramentos e aberturas, apesar de ainda estar positivo, caiu para metade."
in Público
Estamos num óptimo caminho, portanto. Falências --> Despedimentos --> Diminuição do poder de compra --> Falências --> Despedimentos --> ... Não sou perita em economia mas penso que as coisas se processem mais ou menos deste modo.
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