sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ilustração - Ana Aragão

Algumas cidades portuguesas na óptica de Ana Aragão. 
Vila Nova de Cerveira

Viana do Castelo

Guimarães

Braga

Porto

Espinho

Lisboa

Joni Mitchell - Big Yellow Taxi


They took all the trees
And put them in a tree museum
Then they charged the people
A dollar and a half just to see 'em
Don't it always seem to go,
That you don't know what you've got
'Til it's gone
They paved paradise
And put up a parking lot

Redundâncias

Aquela expressão estou com a cabeça feita em água, não faz grande sentido. Já que 74,8% do cérebro humano é composto por água. A cabeça está, bem vistas as coisas, sempre feita em água. 


E nem vou falar dos bebés que nascem com hidrocefalia porque, enfim... palavras para quê?

Com a música certa nos ouvidos

Com a musica certa a a ecoar-te na alma tudo é possível. Tudo te é possível.
Pelo menos assim parece...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Desconfias Que Entraste Num Mundo Paralelo Quando...


... estás numa confeitaria com a tua mãe, pedes um pão com fiambre e ela insiste desmedidamente que comas antes um bolo.

sábado, 12 de outubro de 2013

Bruce Springsteen - The River



Se estás por estar... NÃO ESTEJAS!

O "porque sim" não vale a pena.
A estar só por estar, mais vale não estar, porque podias estar a fazer outras coisas que não farias só por fazer.
O "porque sim" não vale mesmo a pena. Nas guidelines da vida vai passar a constar que toda e qualquer acção feita com essa motivação deve ser abandonada, imediatamente.
É um desperdício gastar o finito tempo das nossas existências a fazer coisas que já não nos comovam, coisas cujo motivo para ainda as fazermos seja apenas o hábito, ou a inércia para mudar.
É que esse tempo pode ser aplicado em coisas que te façam vibrar, coisas que se expandam no teu peito e te obriguem a respirar fundo para que lá possam caber, sabes do que falo, coisas que te humedecem os olhos e te fazem ter a certeza que ainda estás vivo - porque um dia não vais estar!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Black Sabbath - War Pigs



Nuit Blanche Toronto

Forever Bicycles, do artista chinês Ai Weiwei, é uma das instalações mais emblemáticas da Noite Branca de Toronto de 2013. Representa a rapidez das transformações sociais na China e no mundo.






quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Se o meu trabalho fosse ficar deitado o dia todo

Se o meu trabalho fosse ficar deitado o dia todo levantava-me só por preguiça.
Foquei-me muito nesta ideia hoje de manhã. Não funcionou. Não consegui converter a preguiça em vontade de sair da cama.
Mas, ainda que a experiência tenha falhado, a premissa que a motivou é válida: nos meandros obscuros da nossa vontade reside uma força poderosa que nos impele a fazer tudo aquilo que é contrário ao nosso dever.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Madredeus - Haja O Que Houver

Bons Exemplos

"O antigo ministro da Defesa grego (...) Akis Tsohatzopoulos, foi condenado esta segunda-feira em Atenas a 20 anos de prisão efetiva por branqueamento de dinheiro no âmbito de contratos de armamento, num processo que se prolongou durante meses.(...) A procuradora Georgia Adilini acusou-o de branqueamento de seis milhões de euros, utilizados em subornos durante a compra de veículos blindados, quatro submarinos e mísseis antiaéreos russos, quando ocupava a pasta da Defesa.(...) No entanto, e devido à sua idade, apenas deverá cumprir um quinto da sua pena e sair em liberdade dentro de dois anos." 

in Jornal de Notícias 



Quando é que nós, portugueses, começamos também a responsabilizar os nossos governantes pela corrupção que exercem e que tão nefastas consequências tem sobre as nossas vidas? É capaz de ser boa ideia, para variar, importarmos bons costumes em vez de mau cinema e música rasca. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

As Orcas são os Pandas do Mar - só que não são Vegan

E acho mal que todos adorem uns e ninguém goste dos outros só pelas suas opções de dieta. Fim à discriminação!



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aimee Mann - Pavlov's Bell

Trabalho Árduo

Aparentemente, uma grande parte das pessoas acima dos 50 anos pensa que sempre que alguém está em frente a um computador está a estudar/trabalhar arduamente. Ainda que no ecrã estejam a passar imagens de um filme...
E é uma chatice! Essa suposição faz-me sempre sentir culpada porque, de facto, na maioria das vezes que estou em frente ao computador, não estou a fazer nada importante.


sábado, 21 de setembro de 2013

Chomp, chomp, chomp

Há muita gente que me incomoda no autocarro. Não sei bem hierarquizar por grau de intensidade, cada um tem as suas particularidades. Mas quase não há viagem em que não encontre alguém que me apeteça expulsar do autocarro, ou do planeta. Muitos são os casos que povoam as "caminetes" da STCP. Gente a conversar aos gritos (ou alguém a falar ao telemóvel) é muito comum, por vezes até a discutir e podem ser de qualquer faixa etária ou género. Frequentemente, tenho o profundo infortúnio de ter um senhor (nunca vi mulheres assim, até agora), que tresanda a vinho, a sentar-se precisamente a meu lado. Não entendo como se chega àquele ponto de mau cheiro, às vezes logo pela manhã. Devem ser muitos dias a beber vinhaça sem lavar os dentes, tomar banho ou mudar de roupa. A pestilência é um mal geral ao ponto de não ser possível distinguir de que parte do corpo vem, é como uma nuvem que envolve o indivíduo. Outros odores desagradáveis povoam os autocarros, sendo os mais notórios o mau hálito marcado e o simples cheiro a pessoa que não se lava há uma semana. É incrível a força que a sujidade tem. Seria a perfeita arma de guerra, porque o cheiro a sujidade concentrado é insuportável e uma bomba dessas levaria os soldados inimigos à loucura, sem o inconveniente da destruição massiva e da radiação.



Hoje de manhã, quem me perturbou foi uma rapariga. Diametralmente oposta a mim a rapariga mascava uma pastilha elástica - uma pedra no sapato da etiqueta. Claro que não se limitou a mascá-la discretamente para não importunar quem viajava à sua volta. Nunca sequer lhe passou pela cabeça o quão aquele ruído repugnante que produz ao apertar e soltar os dentes da pastilha soa mal e irrita. Nunca ninguém a aconselhou a não o fazer. Ela descende de uma longa linhagem de pessoas que mascaram pastilha elástica orgulhosamente com a boca aberta. E continuará a fazê-lo porque para todas as pessoas próximas dela é algo normal e perfeitamente aceitável. Os seus filhos fá-lo-ão de igual forma porque o mais provável é que se case com alguém igualmente ignorante do bom-senso em sociedade. Perdoem-me a rispidez, mas ouvir e ver alguém a fazer bolas de chiclete, repetidamente, a meio metro da minha cara, despoleta este ser inflamado e intolerante em mim. Ainda agora ouço aquelas bolas a rebentarem à frente daquele olhar vazio de quem nunca pensa em grande coisa para além do como usar a maior quantidade de ganga possível num dia só. Eu tenho-me controlado. Bastante. Mas se um dia destes houver uma grande zaragata num dos autocarros da STCP, provavelmente serei eu a perder as estribeiras a exigir a alguém que escove os dentes ou que ponha  o raio da Happydent no lixo (ou na boca do senhor com péssimo hálito, eram dois coelhos...).