É impressionante a expressividade deste homem.
domingo, 21 de julho de 2013
Como Se Riem Os Ricos
É impressionante a expressividade deste homem.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Ontem No "Marés Vivas"
We Trust - Time (Better Not Stop)
Bush - Glycerine
Smashing Pumpkins - Ava Adore
sexta-feira, 12 de julho de 2013
A praia e o Homem recolector
Duas toalhas geminadas dão abrigo aos personagens principais da
história de hoje. Ser personagem principal significa que toda a história, bem
como as participações dos outros intervenientes, se desenrolam à sua volta.
Duas almas geminadas habitam então essas toalhas.
Um biquíni moreno veste um pouco da pele preta da rapariga na toalha da
direita. O vizinho contrasta.
O cabelo escuro, maioritariamente liso, por vezes reivindica o
direito a ter vontade própria. O sindicato é o vento. O cabelo do vizinho
também contrasta.
O vizinho, proprietário da toalha contígua, é um rapaz que Deus não
abençoou com muita melanina mas compensou com um cabelo aloirado que cresceu
aos caracóis. No vizinho nem os calções têm muito pigmento, são brancos e contrastam com o biquíni preto do lado. Onde há mais pigmento no rapaz é nas costas,
mas é sintético: uma tatuagem grande rotula-o como um bad boy que a cara não corrobora.
Abraçam-se. Ele afaga-lhe o cabelo com uma mão, a outra pousou no
limbo. Para uns ainda é nas costas, para outros já é nas nádegas; eu cá não me manifesto
sobre assuntos polémicos. Exerce aquela pressão exacta para transmitir a
mensagem sem ser explícito. Talvez não se possa afirmar que aquela mão no limbo
a esteja a puxar para si, mas muito menos que a deixa afastar-se livremente. É
um gesto comedido.
Beijam-se. A mão transmite agora uma ideia bem mais decidida. Os corpos
estão algo entrelaçados, mas o entrosamento é facilmente reversível por conta
da rapariga. As pernas dela vão assumindo posições de dúvida. Os pés rodam para
dentro e brincam por vezes com a areia. É vergonha?
Alguns metros ao lado, do lado do rapaz, uma outra rapariga vai assistindo. Curiosa vai julgando a indecisão da protagonista.
No hemisfério oposto, do lado das costas da rapariga, um juvenil vai
invejando o protagonista. Está do lado certo para invejá-lo.
Mais atrás, uma mulher vai prestando mais atenção a esta história do que à do livro que está a ler.
Um casal com dois filhos revê-se na cena com nostalgia.
O Mar é dos poucos totalmente indiferentes. Na praia todos são um pouco espiões.
Há na protagonista, deitada sobre o lado, um vale fértil entre as costelas e a anca. Aquele vale tem as condições ideais para o Homem deixar de ser recolector. Naquele vale, onde o sol incide amornando e doirando todo o terreno, a terra não é árida, não é seca nem pedregosa. Parece macia e húmida, perfeita para o cultivo. Ali cresceriam todo o tipo de sementes, assim fossem lançadas, e o Homem deixaria de ser nómada.
A incerteza da rapariga não permite nem que o Homem nem que a situação evoluam. O Homem, não se fixando no vale, mantém-se sujeito à fome e à eterna procura, permanece nómada, mas guarda a esperança de encontrar outra oportunidade no futuro. O momento de intimidade, acaba por extinguir-se, pouco depois. A mão regressa, cabisbaixa, mas guarda a esperança de encontrar outra oportunidade, talvez à noite.
Sentam-se. Conversam. É uma negociação. Ela cede, sem dificuldade — vão ao mar.
Levantam-se. Afastam-se. A rapariga deixa pegadas muito bonitas. As do rapaz não sei, não vi.
Os espectadores voltam para o que estavam a fazer.
O Mar continua indiferente.
Vocês voltam para o facebook.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
A força de não fazer força I
Num reino distante, no espaço e no tempo, o terror pululava mais que o musgo naquele outono húmido. Todos tinham medo de sair de casa. Um temível grupo de salteadores assombrava a população, vagueando pelas terras à procura das suas vítima.
A grande maioria dos desafortunados, ao encontrar os assaltantes e sabendo o que os esperava, tentava fugir. As estatísticas medievais dizem que apenas dois entre centenas correram o suficiente para contar a história. A todos os outros a morte cessou a fuga. Perante o medo que se leu na sua atitude, a lâmina fria percorreu toda a espessura dos seus pescoços - foram executados sem misericórdia,
Certos infelizes, muito poucos, ao encontrar os carrascos e sabendo o que os esperava, tentavam lutar. As estatísticas medievais dizem que nenhum entre dezenas lutou o suficiente para contar a história. A todos a morte cessou o combate. Perante a coragem que se leu na sua atitude, a lâmina aquecida pela batalha percorreu toda a espessura dos seus pescoços - foram executados sem misericórdia
Um, um só misterioso forasteiro, ao encontrar os salteadores, sabendo o que o esperava?, não tentou fugir e não tentou lutar. Apenas os encarou, com tamanha serenidade e confiança que os malfeitores não puderam estar certos que aquilo fosse só ignorância. As estatísticas medievais dizem que um entre um fê-lo bem o suficiente para contar a história. Perante a certeza que se leu na sua atitude, a lâmina amornada pela insegurança percorreu toda a longitude das bainhas dos assaltantes - não lhe fizeram nada. Sem saberem como lidar com aquela inesperada atitude, fingiram nervosamente um ar de desdém, embainharam as espadas desnudadas e partiram (Quem nunca viu esta reacção?).
Nunca mais foram vistos por aquelas bandas, e o medo foi murchando como o musgo num Verão quente.
Do forasteiro nunca ninguém soube muito mais, porque seguiu caminho na madrugada seguinte.
Os animais perante uma situação de ameaça reagem de duas formas: lutando ou fugindo (fight-or-flight). Um ser capaz de reagir de uma forma diferente revela-se manifestamente superior.
Por vezes a atitude não beligerante é a mais temerosa.
A grande maioria dos desafortunados, ao encontrar os assaltantes e sabendo o que os esperava, tentava fugir. As estatísticas medievais dizem que apenas dois entre centenas correram o suficiente para contar a história. A todos os outros a morte cessou a fuga. Perante o medo que se leu na sua atitude, a lâmina fria percorreu toda a espessura dos seus pescoços - foram executados sem misericórdia,
Certos infelizes, muito poucos, ao encontrar os carrascos e sabendo o que os esperava, tentavam lutar. As estatísticas medievais dizem que nenhum entre dezenas lutou o suficiente para contar a história. A todos a morte cessou o combate. Perante a coragem que se leu na sua atitude, a lâmina aquecida pela batalha percorreu toda a espessura dos seus pescoços - foram executados sem misericórdia
Um, um só misterioso forasteiro, ao encontrar os salteadores, sabendo o que o esperava?, não tentou fugir e não tentou lutar. Apenas os encarou, com tamanha serenidade e confiança que os malfeitores não puderam estar certos que aquilo fosse só ignorância. As estatísticas medievais dizem que um entre um fê-lo bem o suficiente para contar a história. Perante a certeza que se leu na sua atitude, a lâmina amornada pela insegurança percorreu toda a longitude das bainhas dos assaltantes - não lhe fizeram nada. Sem saberem como lidar com aquela inesperada atitude, fingiram nervosamente um ar de desdém, embainharam as espadas desnudadas e partiram (Quem nunca viu esta reacção?).
Nunca mais foram vistos por aquelas bandas, e o medo foi murchando como o musgo num Verão quente.
Do forasteiro nunca ninguém soube muito mais, porque seguiu caminho na madrugada seguinte.
Os animais perante uma situação de ameaça reagem de duas formas: lutando ou fugindo (fight-or-flight). Um ser capaz de reagir de uma forma diferente revela-se manifestamente superior.
Por vezes a atitude não beligerante é a mais temerosa.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Before Midnight
Ainda não vi mas, tendo em conta a qualidade dos primeiros dois filmes, vê-lo-ei e sugiro.
Nove anos após os eventos de Before Sunset, Jesse e Celine vivem em Paris como um casal e têm duas filhas. Jesse continua a sua carreira bem-sucedida como escritor, enquanto Celine não tem um emprego fixo e considera a possibilidade de trabalhar para o governo. Jesse também luta para manter um bom relacionamento com o seu filho adolescente, Hank, que vive nos EUA com a sua ex-mulher. Com esse propósito, Jesse, Celine, as suas duas filhas e Hank vão passar um verão juntos numa pequena ilha na Grécia.
Serviço Público
E porque neste blog nos preocupamos com a saúde dos nosso leitores, eis como avaliar a frescura de um peixe:
Agora, quando forem ao Continente comprar faneca, lembrem-se destes meus sábios conselhos. Só não encostem demasiado o nariz para testar o cheiro a mar porque é capaz de parecer mal. Ahh, e... há peixes de água doce que provavelmente não vão cheirar a mar, nesse caso excluam esse parâmetro.
Sim, isto estava numa aula da cadeira que ando a estudar agora. Mas não reclamem, a minha época de exames aproxima-se do fim e ainda não me queixei uma única vez aqui. Estou a crescer.
- Olhos salientes
- Córneas translúcidas
- Pupilas negras
- Cheiro a mar
- A pressão do dedo não deixa marca
- Pele de cor viva e brilhante, coberta por uma camada viscosa mas transparente
- Guelras vermelhas, brilhantes, sem muco
- Barriga intacta e firme
Sim, isto estava numa aula da cadeira que ando a estudar agora. Mas não reclamem, a minha época de exames aproxima-se do fim e ainda não me queixei uma única vez aqui. Estou a crescer.

quarta-feira, 3 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Declarações de dependência
Não gosto de declarações de dependência.
A única declaração de dependência que eu gosto é o álbum dos Kings of Convenience (nome de álbum genial, a propósito).
Eu detestava ser tudo para alguém. Nem metade!
Eu detestava ser a vida de alguém. Já me basta ser a minha!
Eu detestaria que sem mim a vida de alguém não fizesse sentido. Isso é que não faz sentido!
Bem sei que estas coisas, estas frases, são tidas por muitos como grandes elogios, ou até como provas de amor. Mas para mim provas orais são para quem está a rasca para passar, e portanto são de pouco mérito.
A haver provas de amor seriam sempre provas práticas, nunca seriam orais/verbais. A pessoa que pede uma prova de amor devia não a pedir, devia confiar o suficiente para não ter de a pedir, e isso sim era uma prova de amor! Prática! Pedir uma prova de amor é em si uma prova de desamor.
Provas de amor são tão parvas como as declarações de dependência. Toda a gente sabe que o ser humano foi feito para viver em liberdade, e é assim que deve ser. A responsabilidade por um dependente é uma castração dessa liberdade, não parece um bom alicerce para uma relação...
Quem quiser uma pessoa dependente de si adopta uma criança, não arranja um namorado/a.
Esta é a minha perspectiva, e parece-me um bocado estranho o que se vê por aí, por todo o lado. Acho que o "romantismo" vendido pelo cinema/tv está demasiado encarcerado na forma de pensar das pessoas.
A única declaração de dependência que eu gosto é o álbum dos Kings of Convenience (nome de álbum genial, a propósito).
Eu detestava ser tudo para alguém. Nem metade!
Eu detestava ser a vida de alguém. Já me basta ser a minha!
Eu detestaria que sem mim a vida de alguém não fizesse sentido. Isso é que não faz sentido!
Bem sei que estas coisas, estas frases, são tidas por muitos como grandes elogios, ou até como provas de amor. Mas para mim provas orais são para quem está a rasca para passar, e portanto são de pouco mérito.
A haver provas de amor seriam sempre provas práticas, nunca seriam orais/verbais. A pessoa que pede uma prova de amor devia não a pedir, devia confiar o suficiente para não ter de a pedir, e isso sim era uma prova de amor! Prática! Pedir uma prova de amor é em si uma prova de desamor.
Provas de amor são tão parvas como as declarações de dependência. Toda a gente sabe que o ser humano foi feito para viver em liberdade, e é assim que deve ser. A responsabilidade por um dependente é uma castração dessa liberdade, não parece um bom alicerce para uma relação...
Quem quiser uma pessoa dependente de si adopta uma criança, não arranja um namorado/a.
Esta é a minha perspectiva, e parece-me um bocado estranho o que se vê por aí, por todo o lado. Acho que o "romantismo" vendido pelo cinema/tv está demasiado encarcerado na forma de pensar das pessoas.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Michelle Brito Bate Sharapova Em Wimbledon
"Wimbledon foi, nesta quarta-feira, palco de um feito histórico na carreira de Michelle Brito. A tenista portuguesa, número 131 do ranking WTA, obteve o melhor resultado da carreira ao vencer a russa Maria Sharapova (terceira na hierarquia mundial) por 6-3 e 6-4, num encontro da segunda ronda do torneio de Wimbledon. Foi a primeira ocasião em que as duas tenistas se defrontaram."
in Público
Assim, na 3ª ronda irá defrontar a italiana Karin Knapp (em 104º lugar no ranking).
Torçamos pela Michelle!!!
Torçamos pela Michelle!!!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Antoni Gaudí Faria 161 Anos Hoje
"Em casa de vilão, nem gato, nem cão"
A minha mãe é muito interesseira, é sim. E não é por mal que digo isto, não é um juízo de valor, é um facto. Nós temos uma gatinha linda (existem fotos num post muuuuuuuuuito antigo) cá em casa, a Marie. Ela está cá há cerca de dois anos e nunca, nunca a senhora minha mãe permitiu que a bichinha transpusesse a porta de casa. A Marie fica sempre lá fora, faça chuva ou faça sol. É inflexível, apesar da fofura e ternura do animal. Sim porque quem pensa que os gatos são animais frios está muito enganado, a minha gata é uma alma carente, muito adepta de carícias e sedenta de atenção. E não foi por falta de tentativas que não foi aceite dentro de casa, tentou repetidas vezes, em vão. Foi expulsa a cada ensejo. Porque "os gatos libertam muito pêlo e sujam a casa toda" e porque "ela vai para a cozinha comer o peixe/carne/bolo..." Enfim, razões não faltam.
Ironicamente, apareceu um rato cá em casa (ossos de uma casa de campo) por estes dias. E, como por magia, os sonhos de Marie, a gata dócil, tornaram-se realidade. Pela primeira vez na História foi admitida dentro de casa. Todos os entraves à sua presença se desvaneceram porque um dos seus entretimentos é matar ratos.
Não se sabe se a bichana achou que por a esmola ser grande deveria desconfiar que ali haveria gato ou se percebeu a manha da minha mãe e se sentiu ofendida mas, a verdade é que, agora, sempre que é trazida para dentro, rapidamente foge lá para fora.
E não é que a minha rica mãe reclama? Desolada por ela não ser obediente e não empregar toda a sua habilidade de felina na caça ao(s) rato(s) que possam estar debaixo do sofá. E eu acuso-a de ser interesseira enquanto observo a gata a desparecer por entre as árvores e a miar Karma's a bitch!
sábado, 22 de junho de 2013
Conselho
Dar conselhos sobre estar prevenido para se o pior acontecer toda a gente faz. É importante claro, mas já toda a gente está farta de o ouvir. O conselho que deixo aqui é diametralmente oposto (mas conciliável!) :
Devemos estar sempre prevenidos para se o melhor acontecer!
Nunca desaproveitar uma boa oportunidade por não estar a contar com ela! Que triste seria! É por causa disto que aos pessimistas acabam por ter menos sorte, por não estarem preparados para a receber.
Quanto à imagem, queria só dizer (de uma forma nada apartidária), que às vezes precisar de um médico e "ter sorte" podem ser a mesma situação...
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