quarta-feira, 26 de junho de 2013

Michelle Brito Bate Sharapova Em Wimbledon



"Wimbledon foi, nesta quarta-feira, palco de um feito histórico na carreira de Michelle Brito. A tenista portuguesa, número 131 do ranking WTA, obteve o melhor resultado da carreira ao vencer a russa Maria Sharapova (terceira na hierarquia mundial) por 6-3 e 6-4, num encontro da segunda ronda do torneio de Wimbledon. Foi a primeira ocasião em que as duas tenistas se defrontaram."

in Público 

Assim, na 3ª ronda irá defrontar a italiana Karin Knapp (em 104º lugar no ranking). 

Torçamos pela Michelle!!! 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Blur - To The End


Antoni Gaudí Faria 161 Anos Hoje

" Quan una cosa està en el camí de la perfecció, cal esprémer fins que arribi a estar del tot bé. "      
                                                                                                                                  ~ Antoni Gaudí
 
La Sagrada Familia by Antoni Gaudí in Barcelona, Spain
 
 









A homenagem do LDSL'H ao homem que fez de Barcelona uma cidade ainda mais maravilhosa.


"Em casa de vilão, nem gato, nem cão"

A minha mãe é muito interesseira, é sim. E não é por mal que digo isto, não é um juízo de valor, é um facto. Nós temos uma gatinha linda (existem fotos num post muuuuuuuuuito antigo) cá em casa, a Marie. Ela está cá há cerca de dois anos e nunca, nunca a senhora minha mãe permitiu que a bichinha transpusesse a porta de casa. A Marie fica sempre lá fora, faça chuva ou faça sol. É inflexível, apesar da fofura e ternura do animal. Sim porque quem pensa que os gatos são animais frios está muito enganado, a minha gata é uma alma carente, muito adepta de carícias e sedenta de atenção. E não foi por falta de tentativas que não foi aceite dentro de casa, tentou repetidas vezes, em vão. Foi expulsa a cada ensejo. Porque "os gatos libertam muito pêlo e sujam a casa toda" e porque "ela vai para a cozinha comer o peixe/carne/bolo..." Enfim, razões não faltam.
Ironicamente, apareceu um rato cá em casa (ossos de uma casa de campo) por estes dias. E, como por magia, os sonhos de Marie, a gata dócil, tornaram-se realidade. Pela primeira vez na História foi admitida dentro de casa. Todos os entraves à sua presença se desvaneceram porque um dos seus entretimentos é matar ratos.
Não se sabe se a bichana achou que por a esmola ser grande deveria desconfiar que ali haveria gato ou se percebeu a manha da minha mãe e se sentiu ofendida mas, a verdade é que, agora, sempre que é trazida para dentro, rapidamente foge lá para fora.
E não é que a minha rica mãe reclama? Desolada por ela não ser obediente e não empregar toda a sua habilidade de felina na caça ao(s) rato(s) que possam estar debaixo do sofá. E eu acuso-a de ser interesseira enquanto observo a gata a desparecer por entre as árvores e a miar Karma's a bitch!
 
 
 

sábado, 22 de junho de 2013

Conselho


Dar conselhos sobre estar prevenido para se o pior acontecer toda a gente faz. É importante claro, mas já toda a gente está farta de o ouvir. O conselho que deixo aqui é diametralmente oposto (mas conciliável!) :

Devemos estar sempre prevenidos para se o melhor acontecer!

Nunca desaproveitar uma boa oportunidade por não estar a contar com ela! Que triste seria! É por causa disto que aos pessimistas acabam por ter menos sorte, por não estarem preparados para a receber.


Quanto à imagem, queria só dizer (de uma forma nada apartidária), que às vezes precisar de um médico e "ter sorte" podem ser a mesma situação...

O Homem-Farol

O Homem-Farol passa os dias apagado, e as noites sozinho, avisando quem passa para não se aproximar de si. Numa cadência mórbida lança o seu olhar altivo em todo o seu redor, procurando o que não quer encontrar. Procura quem quer que se aproxime, só para repetir mais uma vez que não lhe devem chegar perto. Não sei se é porque quer ou porque tem, não sei se é altruísmo ou maldição. Mas é triste.
Despede-te Homem-Farol, que há outras formas de empregar a tua luz!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Urinar em via pública

Os contentores do lixo são muito provavelmente o local mais requisitado para aqueles cuja aflição supera a vergonha. E se é certo que por vezes a aflição será deveras marcada, marcada o suficiente para suplantar a vergonha, que se diga que na grande maioria dos casos o problema reside na pouca vergonha e não na muita vontade.
A popularidade dos contentores do lixo como o local para consumar o acto é curiosa. Não se deverá provavelmente ao facto de terem a indicação "outros resíduos" (até porque os da reciclagem também são igualmente visados), mas antes às suas dimensões que parecem propícias para encobrir o acto vergonhoso.
É certo que será sempre condenável numa via pública, mas a acontecer, os contentores serão até um dos lugares com menos impacto, visto que aquela zona já cheiraria mal habitualmente. Não é portanto uma mal de novo, é antes o agravamento de um pré-existente. Mas isto não desculpa ninguém, porque (em bom português clássico) quem lá vai mijar não pensa nisto de certeza! E eu próprio só penso porque todo o santo dia ao chegar a casa levo com o cheiro, renovado a cada noite, dos contentores da minha rua! E não é do cheiro ao lixo que eu estou a falar, que esse comparativamente é bem mais suportável. E o pior disto tudo é que me estraga aquele bom mood com que fico depois de passar 30 metros antes pela casa dos hambúrgueres e cachorros!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um ditado e o darwinismo

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
É assim que diz o ditado.
Já confirmei várias vezes que é verdade, empiricamente. Quando as pessoas estão com fome e não têm comida disponível, ou prevê-se que ela demore muito a chegar, chegam a situações de litígio com problemáticas irrelevantes. Quando as pessoas estão com fome discutem com muito mais facilidade! Mas porquê?
Para percebermos isto temos que recuar até ao período Paleolítico, quando os Homens caçavam mamutes com paus e pedras. Nessa altura os Homens viviam em eterno sobressalto, temendo constantemente serem atacados por uma fera que os visse passar. Passavam a maior parte do tempo escondidos em cavernas, amedrontavam-se e amontoavam-se perto de uma fogueira feita sem acendalhas, e essa proximidade dos corpos fazia com que o medo se dissipasse um pouco e com que copulassem muito. Depois de copularem já se sabe, ou vinha o sono ou vinha a fome, coisa que também se manteve na espécie até aos dias de hoje. Ora quando vinha o sono não havia grande história para contar, tirando que ressonavam ainda mais do que hoje se ressona, porque os roncos assustavam e dissuadiam eventuais predadores. Já quando vinha a fome...
Quando vinha a fome os homens normalmente não tinham frigoríficos para abrir, e os que tinham acredita-se que estivessem vazios. Posto isto enervavam-se, tal como hoje. Dentro daquele espírito neandertal (atenção que não descendemos dos neandertais, mas o adjectivo fica aqui bem) crescia o ódio, a raiva, aquela agressividade que vem com a fome, e como na altura ainda não estava na moda a violência doméstica, os homens que antes estavam covardemente atrás de uma fogueira, agora impelidos pela raiva, saiam disparados da caverna e extravasavam aquela cólera toda matando uma besta de 10 toneladas à paulada. Depois disso comiam o mamute cru, como um Homem deve fazer, e regressam à caverna. E depois de saciados ou voltam a dormir ou a copular.
E foi assim que foram vingando os homens mais adaptados: nós descendemos dos que mais se enervavam quando tinham fome, porque no fim de contas esses comiam mais (e acasalavam mais!)
Por isso sempre que te irritares quando quiseres comer e não tiveres bolachas em casa, lembra-te que é normal! E também que foi por isso que se extinguiram os mamutes.
Agradeço quem arranjar uma revista científica interessada em publicar a minha tese, tipo a nature.

Promessas e Inícios - VOLTÁMOS!

Promessas são o provável início para desilusões! Nem falemos nas políticas, podemos mesmo ficar pelas nossas promessas do dia a dia, os nossos compromissos. Comprometer é um acto perigoso, mesmo que a intenção seja a mais pura, mesmo que na altura de firmar o contrato a vontade de cumprir seja a mais vincada. Acontece que só o facto de dever já ameaça o querer. E isto é exponencial com o tempo. A obrigação (mesmo a voluntária) mata a vontade, e uma vez a vontade perdida está o caldo entornado. E eu pergunto-me sempre se este caldo é caldo verde.
Ora nós, Déjeuner sur L'Herbe, comprometemo-nos a voltar no início de Junho, e esse é que foi o mal. O mal foi instituir a obrigação. E não há área em que a obrigação mais mate do que na área criativa. Se eu for obrigado a lavar vinte pratos, lavo, e lavo até mais rápido do que se não for obrigado. Agora se eu for obrigado a escrever três poemas a história será bem diferente... Aqui foi isso que se passou.
Por isso volto a dizer o que já vimos: promessas são o provável início para desilusões.
Mas e o início o que é? O início é uma subdivisão do todo. A primeira delas. Há coisas que têm início, meio e fim, como as redacções da primária, três paragrafozinhos. Há outras coisas que têm mais divisões. Mas para existir um início só são estritamente necessárias duas partes, sendo a segunda o fim. Então dividamos o nosso todo — o mês de Junho — não num início, meio e fim mas apenas nas requeridas duas partes. Eis que vemos que 12, o dia de hoje, figura na primeira metade, isto é, no início, segundo esta definição!
E assim, apesar de tudo, não vos desiludi! Mas a que custo argumentativo... Portanto, moral da história: sempre que possível evitem compromissos que não são necessários, pelo risco inocente de não os honrarem!

P.S.: A outra área em que a obrigação mata tanto como na criatividade são as relações. Não quero com isto arar nenhuma terra para o meu conselho anterior adubar, mas claro está, cada um vê e pensa por si.

sábado, 18 de maio de 2013

Caros Leitores



Certamente já terão notado a pouca, (muito pouca!) assiduidade com que temos postado. Pois bem, como não queremos que estejam a visitar o blog só para repararem que não há nada de novo para reparar a cada vez que cá vêm, vimos oficializar uma pausa no blog até ao início de Junho. Encarem isto como a ausência dos ferrero rocher no verão, uma pausa necessária para manter a qualidade a que estão habituados!
Voltamos a encontrar-nos daqui a duas semaninhas.
Até já!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pensamento Profundo

Ainda bem que uma das coisas que mais se faz no queimódromo é dançar. De contrário, esta seria uma semana para engordar seriamente.

domingo, 28 de abril de 2013

La Fleur De L'Age

Este filme francês foi escrito por uma portuguesa que, por acaso, é minha prima - Andreia Barbosa. É uma comédia, check it out.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Os homens são todos iguais

Eu sou adepto da versatilidade de discursos, das ideias próprias e acima de tudo da evolução. Principalmente da evolução das ideias e dos discursos. Isso é que eu gosto, muito.
Eu não percebo porque é que pessoas com a minha idade, com boa formação e educação, acesso à cultura e ao que lhes devia expandir um bocadinho o painel de ideias, continuam a ter a mesma visão, e pior, a transmitir as mesmas ideias quadradas que aprenderam com 13 anos a ver as novelas da tarde.
Escolhi o cliché do título como exemplo meramente por ter-me deparado com ele e com quem insistia em lançá-lo como argumento recentemente. Não é que seja pior do que tantos outros, mas o ridículo que lhe é intrínseco até calha bem porque o torna um excelente representante da sua classe. Um excelente representante desse manancial de ideias feitas que se ouvem em conversas constantemente, sem espírito crítico.
É uma generalização ridícula. Tão parva que eu acho que nem vou refutá-la argumentando, vou só avançar essa parte, por piedade.
O uso dessa expressão identifica um grupo de mulheres muito característico — são todas iguais. Essas mulheres são todas iguais: adoram aquelas guerrinhas de sexos, apresentam-se como eternas vitimas, não sabem argumentar racionalmente deixando de lado a emoção mas acham-se muito boas em discussões, dizem que os homens todos iguais mas paradoxalmente acreditam devotamente naquele romantismo (amor segundo elas) comercial piroso e irrealista, e ainda mais paradoxalmente quando estão solteiras procuram um namorado sofregamente. Há também a versão da rapariga cuja relação acabou recentemente e que passa a vida a dizer o quão mau era o ex, e que da primeira vez que ele estala os dedos corre doida de volta para ele, qual cachorro amestrado.
Os homens serem todos iguais (e muitas outros clichés do mesmo calibre intelectual) era uma coisa que eu gostava muito de debater quando andava no 8º ano... Eu acreditava que já tínhamos passado essa fase, mas não. Talvez nunca passe, talvez o mundo esteja condenado a assistir repetida e eternamente a essa discussão infantil...