domingo, 23 de dezembro de 2012
Sorte ou Azar
Esses jogos, de sorte ou azar. São estúpidos. Simplesmente parece-me irracional apostar dinheiro numa situação em que as probabilidades nos desfavorecem e na qual não podemos fazer absolutamente nada para as melhorar. Nada depende de nós, e atiramos esse dinheiro ao acaso (e agora a parte que torna isto realmente estúpido:) para tentarmos ter mais dinheiro. Demonstra tanto uma certa nescidade como uma índole displicente. É tentar ganhar dinheiro de uma forma tão imerecida e quase ilegítima de tão indolente que é. É muita passividade para um objectivo de vida. Ainda por cima o dinheiro é dado a uma instituição que lucra com isso, isto é, o dinheiro que entra dos apostadores não é todo distribuído para os prémios, há uma boa parte dele que é directamente convertido em lucro da instituição. Por isso, para as pessoas que não se conseguem mesmo deslindar daquele desejo de transformar parte do seu dinheiro em números e estrelas na esperança de ele depois se reconverter a dinheiro mas a uma taxa de câmbio mais alta, eu propunha a formação de cooperativas (sem fins lucrativos) em que as pessoas apostavam e a totalidade do dinheiro apostado era convertido nos prémios. Isso tornava mais justa a relação entre dinheiro apostado/probabilidade de ganhar e o valor do prémio. Depois só era necessário que se fossem juntando mais pessoas para que os prémios fossem aumentando. Como é que isto ainda não se faz (ou pelo menos não é popular)? Suponho que seja porque só a Santa Casa deve poder explorar esse tipo de negócio cá em Portugal.
Se uma pessoa demorar 10 minutos para ir registar uma aposta simples no euromilhões é bem mais provável que morra durante esses 10 min do que acertar na chave. E acho que isso diz muita coisa. Por isso gentinha, haja cabeça! Agora, eu percebo, que muita gente que joga, inconscientemente o que está a fazer é pagar com um boletim, que cheio custa uns 10 euros, o alento para uma semana. Estão a comprar motivação para querer chegar a Sexta-feira, a comprar motivação para querer chegar a algum lado, na vida miserável que levam. E por miserável não me refiro a dinheiro, mas a infelicidade. E nesse caso não critico, se isso for uma ajuda para conseguir sair da cama de manhã. Agora se não é, vão mas é trabalhar e guardem o dinheirinho que dá melhor resultado do que comprar o bilhete da lotaria.
sábado, 22 de dezembro de 2012
All I Want For Christmas
De Love, Actually. O filme que se vê em todas as épocas de Natal. Ainda não o vi estes mês. Ainda. É só esperar pela véspera ou dia de Natal e ele há-de dar em algum canal. Este e o Sozinho em casa, claro, não há ninguém no mundo que não o tenha visto umas dez vezes... Eu já vi vinte.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Confissão
Podem até nunca mais me ver da mesma forma, mas não posso negar que os cereais de pequeno almoço da minha infância não foram os Chocapic. Foram os Golden Grahams. Está dito.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
É por eu ser...? Não, não é.
Ontem lembrei-me dos Malucos do Riso. Acho que não há ninguém com mais de quinze anos que não se lembre. Lembrei-me de um dos personagens mais emblemáticos da série, o cigano Lelo, que era interpretado por Camacho Costa. Claramente criado com intuito de ser um personagem-tipo. Era um cigano que invariavelmente tentava escapar da polícia por todos os meios possíveis. Um cigano que invariavelmente mostrava uma enorme apetência por uma panóplia de actividades ilícitas, particularmente furtos e burlas. Todos nos lembramos bem desta caracterização. Agora eu imagino como seria se hoje surgisse uma série que caracterizasse assim uma pessoa de etnia cigana. As críticas iam chover, qual dilúvio!
Hoje em dia a sensibilidade social para encontrar discriminação está muito aumentada. Para o bem e para o mal. Tal como a maioria dos testes muito sensíveis, este faro para detectar discriminação também dá alguns "falsos positivos". Às vezes parece-me haver uma hiper-reactividade e até algum aproveitamento da situação. Digo isto e não me refiro a nenhum grupo ou etnia em específico, mas também se quisesse referir-me não sei se me atreveria. Hoje há que falar sobre isto como quem anda num tapete de ovos. So, o que eu quero dizer é que a discriminação é horrível e deve ser evitada por todos os meios, mas também é preciso que não se aproveitem da posição de "discriminado", sobretudo como desculpa para atitudes irresponsáveis/incorrectas, coisa que acontece não raras vezes.
Outra coisa que acontece é que essa maior sensibilidade parece uma matéria decorada e não entendida. Só o sabem reconhecer quando é naquele alvo para o qual a mira já está apontada, à espera do erro. Lembro-me de, talvez há um ano, ter visto uma notícia/reportagem sobre confrontos entre uma comunidade de etnia cigana e outra negra, algures no nosso país. Arremesso de pedras, tiros, e aquela destruição inerente a este tipo de coisas. E lembro-me de uma das últimas pessoas a ser entrevistada (externa à situação) comentar que estranhamente ainda não tinha ouvido uma única pessoa a falar de racismo... Curioso.
Pois é, no fim de contas não sei bem se realmente a sociedade evoluiu e consegue perceber melhor a estupidez deste tipo de atitudes ou se na maior parte das vezes não é apenas um fenómeno de massas, como qualquer outro, em que as pessoas criticam em manada as situações que lhes são apresentadas como criticáveis, na ausência total de espírito crítico. E isto não seria novidade nem espanto nenhum cá em Portugal, onde as pessoas aderem a manifestações com um fervor e com uma convicção tão absoluta (e é tal a indignação que lhes queima o peito, que não podendo ser contida até se liberta sob a forma de pedras voadoras) mas depois não sabem justificar as suas exigências melhor do que um miúdo de cinco anos explica porque é que quer um action man. Mas isto era tema para outro longo texto.
Ainda assim, e apesar de tudo, antes esse reconhecimento mesmo que induzido quase por moda, do que a ausência dele. Pede-se é também alguma razoabilidade, é que toda a gente conta piadas de loiras ou alentejanos e eles nunca se queixam discriminação. Porque de facto isso não o é!
Portanto o lema resumo disto tudo é: Não à discriminação! E não também à vitimização!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
7ª Arte
Os dois últimos filmes a que assisti foram ambos óptimos. Não foi de propósito, foi por mero acaso na verdade, cortesia do canal Hollywood. Aconselho vivamente.
Os Condenados de Shawshank
Realizado por Frank Darabont
Baseado na obra de Stephen King,
"Rita Hayworth and Shawshank Redemption"
Com Tim Robbins, Morgan Freeman e Bob Gunton
Crime e drama
La Vita è Bella

Realizado por Roberto Benigni
Com Roberto Benigni, Nicoletta Braschi e Giorgio Cantarini
Comédia, drama e romance
Quando era pequena, tínhamos em casa A Vida é Bela em VHS, insisti várias vezes com a minha mãe para que me deixasse ver o filme mas, em vão. Percebi, finalmente, porquê.
domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Nerd
Esta semana estive enclausurado numa sala com uma capacidade claramente diminuta para o número de pessoas que albergava, ninguém podia sair, ninguém se podia sentar, ninguém podia falar, o ar escasseava e fomos ameaçados pelos executantes do plano das severas consequências que sofreríamos se alguém tentasse comunicar por alguma forma com o exterior. Fomos mantidos lá durante horas, alguns de nós, mais afortunados conseguiram escapar antes. Libertavam metodicamente um de nós a cada minuto e mediante o sinal prévio de uma campainha mas obrigavam-no a ver cabeças de cadáveres retalhadas como pagamento pela libertação. Por outras palavras, tive gincana. De Neuroanatomia. No meio da má logística, entre as centenas (mais de cem pelos menos) de pupilos que se acumulavam esmagando o nervosismo da espera contra a porta que dava acesso à dita gincana, eis que surge a seguinte conversa precisamente atrás de mim:
Rapaz: Tens uma catota no nariz.
Rapariga: Tenho?
Rapaz: Sim
Rapariga: Ohh... (assoa-se)
Rapaz: Ainda tens.
Rapariga: Tenho?
Rapaz: Tens.
(Por esta altura já várias pessoas vão tentando confirmar a situação de maneiras pouco discretas, sem apesar disso se pronunciarem. A rapariga torna a fungar para o lenço, tentando eventualmente técnicas mais invasivas. Várias tentativas sucedem-se.)
Rapariga: Tenho?
Rapaz: Tens.
(Por esta altura já várias pessoas vão tentando confirmar a situação de maneiras pouco discretas, sem apesar disso se pronunciarem. A rapariga torna a fungar para o lenço, tentando eventualmente técnicas mais invasivas. Várias tentativas sucedem-se.)
Rapariga: Então?
Rapaz: É na narina direita, mais medialmente, junto do septo. ( nerd lvl FMUP).
Tira com o dedo.
Rapariga: Não tiro nada, que nojo, vou ficar muito chateada contigo se não tiver nada e estiveres a inventar...
E foi até aqui que ouvi, e agora não consigo descansar porque não sei se ela tinha ou não. E a minha existência não tem sentido nesta dúvida. Talvez lhe pergunte quando a vir. É isso. E depois pergunto o nome para não parecer mal educado. Da rapariga.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Monsieur Chanel
Esta semana tenho-me cruzado muito com o Brad Pitt, na minha rua, encontros deveras agradáveis. O cabelo comprido fica-lhe muito bem, Mr. Pitt, deixe-me dizer-lhe.


E por falar em cartazes publicitários...

Mas que raio! Ele já não é suficientemente acusado de ser efeminado, ainda tem de lançar um perfume para rapariga, cheio de coraçõezinhos, chamdo Someday. Aquela miúda que lhe sussurra ao ouvido deve ali estar para provar a sua masculinidade e poder de sedução mas... Não convence ninguém que seja a namorada, no máximo a irmã mais velha.
E claro, BY JUSTIN BIEBER, como se o menino tivesse realmente criado um perfume. Esta mania das celebridades darem o seu nome a uma série de produtos de merchandising é uma treta, especialmente no que toca a perfumes. Mas, enfim, aquilo podia ser um frasco cheio de álcool com umas pétalas de rosa à mistura que ia vender na mesma.
E claro, BY JUSTIN BIEBER, como se o menino tivesse realmente criado um perfume. Esta mania das celebridades darem o seu nome a uma série de produtos de merchandising é uma treta, especialmente no que toca a perfumes. Mas, enfim, aquilo podia ser um frasco cheio de álcool com umas pétalas de rosa à mistura que ia vender na mesma.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Por Muito Que Pense Nisto...
... continuo sem perceber porque é que os bibliotecários da biblioteca da minha faculdade usam bata. Bata para os proteger de quê? Das bactérias existentes no pó dos livros?

sábado, 8 de dezembro de 2012
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