sábado, 10 de novembro de 2012

Time


Finalmente tempo livre novamente! Que vem com a promessa de usar algum dele em prol do blog. Chama-se a isso reabilitar a relação.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

The Last Shadow Puppets e Alison Mosshart - Paris Summer

Portuguese Sayings

Não há língua como o nosso português, é um facto. E o que diria um inglês se ouvisse as nossas preciosas expressões traduzidas à letra, bem à moda de um Zezé Camarinha. Ora tomem atenção.








  



 




E aquele elogio que nem os portugueses entendem:



Daqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Madredeus - Ao Longe O Mar

Águas Passadas

"Com palavras duras, Gol lembrou terça-feira, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, que Portugal "foi o único país que colocou a sua bandeira a meia haste durante três dias", quando soube da morte de Adolf Hitler. "É uma nódoa que para nós, judeus, vai aparecer sempre associada a Portugal", exclamou."

Não fazia ideia de que este triste episódio havia sucedido no nosso país - há de 67 anos (se é que ele morreu mesmo, no que toca a factos ele ainda pode vaguear decrépito pela crosta terrestre). Muito embora lamente que, na época, Portugal estivesse sob o domínio de uma medonha ditadura fascista, até certo ponto, conivente com o Führer, não me parece muito justo que se acuse todo um Povo por aquilo que o seu líder imposto fez. Com certeza que antes de colocar a bandeira a meia haste, Salazar não fez um referendo dando a escolher aos portugueses homenagear, ou não, aquele... indivíduo.
De modo que, me parece um tanto injusto que, agora, tanto tempo depois, quando o Governo responsável por tal acção já foi deposto há décadas, o Sr. Gol venha tão rispidamente acusar-nos.
Com certeza que considero de extrema importância que a História seja recordada, precisamente para que, certas circunstâncias nunca se venham a repetir. É certo que se relembre o facto, para que todos tenhamos consciência não só dos momentos de glória da nossa pátria - todas as sovas que demos aos espanhóis, e viva a táctica do quadrado, os Descobrimentos, termos expulso os ingleses daqui para fora, a Revolução dos Cravos... o dia em que nos vimos, finalmente, livres da corrupção massiva (um dia há-de acontecer) - mas também dos momentos que mais envergonham a nossa História. Todavia, afirmar que é uma nódoa que estará para sempre associada a Portugal, parece-me uma tentativa de agarrar-se à mágoa. De que adianta manter ódios de estimação para todo o sempre? A paz e as boas relações entre as Nações passam pela tolerância, não pelo ressentimento. É como dizer aos alemães que cada um deles é responsável pelo Holocausto, porque é alemão. Também aí, é crucial que se mantenha a memória bem viva do que aconteceu. A memória, não a raiva. Os culpados já foram condenados, no fim da Guerra, talvez não todos mas, a maioria dos que não foram executados pela Lei, suicidaram-se antes que isso pudesse acontecer.  O que também não foi grande desfecho para eles. Não está enterrado, mas está resolvido, arquivado. Há que seguir em frente. O que seria do Mundo se todos os Povos outrora injustiçados resolvessem agora apontar o dedo aos seus opressores. Pense-se nos africanos, nos sul-americanos... Os europeus teriam de emigrar para a Lua. Infelizmente, é a História que temos, não pode ser refeita, mas podemos aprender com ela e  evitar a reincidência.  

kings of convenience - homesick (live)


sábado, 27 de outubro de 2012

Soninho associado a estudo. Pede-se diagnóstico.

Machado de Assis pariu num vislumbre filosófico genial que "dormir é o modo interino de morrer".
Eu se tivesse mais tempo filosofava sobre o porquê de ter experiências de quase morte cada vez que me sento a estudar. E o que eu não dava para ser imortal.

Alta-Costura Outono/Inverno 2012

 VALENTINO




















sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ai Os Meus Nervos

Há gente pobre (este adjectivo, não se verificará neste caso) e mal agradecida, irra!


Sendo eu uma rapariga que até arranha o inglês, resolvi prestar-me a fazer umas traduçõezinhas para ganhar uns trocos para os "extras". Coloquei uns anúncios por aí e eis senão quando, recebo um telefonema de um senhor que me pede uma tradução e um orçamento. Acontece que esse telefonema surgiu no meio da minha sesta pós-prandial e numa altura em que eu ainda não tinha considerado qualquer preço por palavras, linha ou frase. Tentando não entrar em pânico, pedi ao senhor que aguardasse e que eu lhe ligaria mais tarde, ao que ele acedeu. 
Meia hora depois, ligo para o número fixo que ficara guardado no meu telemóvel e após algum tempo a chamar, atende-me uma voz feminina que me pergunta se quero marcar alguma coisa, ao que eu respondo que não, que quero só falar com um senhor que me ligara meia hora atrás a pedir uma tradução. A senhora diz que não sabe quem é e eu resigno-me e desligo. 
De tarde, ao sair da minha aula de Parasitologia, reparo que tenho uma chamada perdida do dito número. Volto a ligar, e fico a saber que o tal número era o número geral do Hospital de São João e, penso: mas que raio de palerma é que me liga do telefone do Hospital e quando lhe digo que ligarei mais tarde não me dá o próprio contacto? Duh!
Fiquei à espera, mas não voltou a ligar-me... até esta segunda-feira. Aí, ligou-me e eu já tinha um preço (que é metade ou menos do que se costuma pedir para linguagem CORRENTE, sendo que o texto dele era de linguagem TÉCNICA) para lhe propor e um prazo de entrega de 10 dias após recepção do texto no meu e-mail. Pois o senhor disse-me que tinha urgência e que precisava do texto para esta mesma semana. Ora, eu que nunca tinha cogitado fazer aquilo em menos de uma semana, boa samaritana que sou, acedi ao pedido, salvaguardando que em caso de emergência o preço subiria. E traduzi-lhe aquela porcaria em 3 dias!!! 15 páginas a cheias de termos médicos, muitos dos quais eu conheço, mas ainda assim TÉCNICOS e eu fartei-me de andar à procura no Google, para me certificar que todos os termos estavam correctos no português de Portugal. 
Enfim, quase não estudei para as minhas aulas laboratoriais por causa daquilo. Hoje de manhã, como marcado, o senhor veio cá a casa para rever o texto comigo. Correcção aqui, correcção ali, acabámos a revisão. No fim, pergunta-me qual é o preço. Eu, tão boazinha, peço-lhe 15 euros acima do preço base que lhe teria pedido se tivesse tido 10 descansados dias (com um fim-de-semana no meio, que me teria dado imenso jeito) para a tradução. E não é que o homem tem a desfaçatez de tentar negociar comigo? Porque  para mim, que estudo Ciências Farmacêuticas aquela linguagem é, praticamente, corrente, blá blá blá... faça-me lá um descontinho  a pensar em futuros trabalhos que lhe peça... E eu, Maria Inês, que sou uma menina muito bem comportada acalmei-me e coibi-me de lhe berrar MAS O SR. 'TÁ PARVO OU QUÊ? TEM NOÇÃO QUE O PREÇO QUE LHE FAÇO  JÁ É BAIXÍSSIMO E QUE EU TIVE TRÊS DIAS FEITA ESCRAVA A TADUZIR-LHE UM TEXTO QUE VOCÊ FOI DEMASIADO PREGUIÇOSO OU INCOMPETENTE PARA TRDUZIR?????  ACHA QUE TENHO ALGUM INTERESSE EM PASSAR HORAS E HORAS A TRADUZIR UMA PORCARIA DE UM MANUAL DA UEFA PARA MÉDICOS DESPORTIVOS? ACHA? ACHA?! SEU PALERMA! AH,E JÁ AGORA, DEIXE DE SER 93 PORQUE EU GASTEI UM BALÚRDIO A LIGAR-LHE, PARA NÃO FALAR DOS 2 TELEFONEMAS PARA O HSJ. É que já ninguém é 93 neste planeta!
Limitei-me a explicar-lhe que mediante o grande esforço que fiz e o preço já de si baixo não poderia baixá-lo ainda mais, bom dia, passe bem (mal!, unhas de fome ingrato).  


E OLHE, EM BOM PORTUGUÊS É GLUCAGINA E ESPINHAL, NÃO GLUCAGON E ESPINAL! MAS SE QUER SER BURRO ESTEJA À VONTADE. 

E URTICÁRIA E PRURIDO, OBVIAMENTE, NÃO SÃO A MESMA COISA.



Ok, precisava de desabafar, já me sinto bem mais calma.


sábado, 20 de outubro de 2012

Coisas que eu detesto

Enervam-me aquelas torneiras que existem em casas de banho públicas e são a concretização física da ideia muito confortável de não termos de tocar na torneira para a fechar. Mas apenas aquelas que não funcionam adequadamente.
Salvaguarde-se, eu acho muito desagradável ter que se tocar na torneira onde centenas de pessoas tocam após fazerem o que têm a fazer. Acho mesmo muito boa ideia aquele "temporizador": uma pessoa carrega, a água escorre pelas mãos levando a sujidade e o peso na alma de pensar que elas estão contaminadas com mil e duzentas coisas patogénicas, deixa-se o lavatório sem preocupações e a preciosa bica estanca por si, guardando-se para o próximo necessitado, independentemente do civismo ou atenção do utilizador. Tudo muito lindo, tudo muito bem. O que chateia realmente são aquelas torneiras que ficam tão pouco tempo abertas que obrigam à auto-lavagem de cada uma das mãos por si enquanto cabe à outra a escabrosa missão de ficar a carregar no promíscuo botão. Resultado final desta disfuncionalidade: mais água gasta, mais tempo perdido, mais bactérias nas mãos e muitas mais na imaginação, que são as que mais incomodam. Para além disso, é impossível uma pessoa que só tenha um braço conseguir lavar lá a mão! E sim, eu estou a falar da casa de banho do Tertúlia...
Já que se fala em torneiras, e é para falar mal, também há as da cantina de direito que têm uma pressão tal que alguém menos avisado que as abra sai de lá como se tivesse descido um escorrega do slide & splash com a roupa vestida. E eu não tinha sido avisado...


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Morar Em Nova Iorque

Não é um privilégio acessível a todos mas, quando se é herdeira de um grande império, tudo se torna bem mais fácil. Eis o apartamento de Ivanka Trump, na Big Apple






terça-feira, 16 de outubro de 2012

Bob Dylan - Don't Think Twice, It's Alright



An’ it ain’t no use to sit and wonder why, babe
If you don’t know by now
When your rooster crows at the break of dawn
Look out your window and I’ll be gone

E Deus Criou O Pão,


para que fosse o tema do meu projecto de investigação. Agora, digam-me, como é que alguém se concentra num laboratório a cheirar a pãozinho quente? Quero lá testar o teor em proteínas, HC, humidade, NaCl... Eu quero é barrá-lo com manteiga e comer enquanto está quentinho. Agora destruí-lo com reagentes que nem sequer ficam bem no pão... 

Resumidamente: queremos perceber se é possível usar os beta-glucanos (fibra) da parede da S. cerevisiae, usada em grandes quantidades no mundo inteiro para a fermentação da cerveja, como aditivos low-cost do pão. 


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

-.-'


Muito irritante fazer downloads hoje em dia, um autêntico campo minado.