quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Palavras Homónimas


Estive a ver um episódio de Masterchef, há bocado e fiquei intrigada por ouvi-los falar num peixe que em português se chama alabote mas, em inglês é halibut.
Todos conhecemos a pomada com um elevado poder calmante, cicatrizante e regenerador dos tecidos, indicada para o tratamento das assaduras das fraldas, queimaduras, úlceras varicosas, eczemas, acne e no cuidado pós-cirúrgico das incisões, como acelerador cicatrizante e regenerador, formulado com óxido de zinco, que regenera e acalma a pele do seu bebé, certo? Halibut! Quem nunca o usou?

O que eu não conhecia era a existência de tal peixe. Então halibut não só é nome de um medicamento como é a designação inglesa para um peixe da família dos linguados, e essa hein?




Não me pareceu que de uma coincidência se tratasse, acima de tudo porque a fórmula farmacêutica possui aquele péssimo odor a peixe podre. Prontamente, descobri no site Selecções Reader's Digest um artigo sobre este mesmo assunto. Interessantíssimo, de resto, como tudo o que vos trago a este blog. Não obstante, não querendo provocar-vos um AVC devido à excessiva excitação a que ler o artigo inteiro vos pode levar, deixo-vos somente um pequeno excerto que explica o nome.


Que bestial!


Implacável Requinte



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Problema de Expressão

Como boa portuguesa que sou, caio sistematicamente no erro de sobrevalorizar as minhas capacidades de falar castelhano e italiano. Ah, é quase igual ao português, basta que falem pausadamente e eu percebo. E, volta e meia, levo com um balde de água fria. Ontem, na presença de um grupo de italianos muito simpáticos, também eu quis ser simpática e comunicar com eles. No entanto, de cada vez que tentava dizer uma frase básica não me vinham os vocábulos mais simples à cabeça. Um simples parlare que é, muito provavelmente, das palavras italianas mais conhecidas - até pela sua semelhança ao nosso tão popular palrar - na hora da verdade, esteve fora do meu alcance. Então eu, dirigindo-me a uma italiana saí-me com um muito desadequado hablar. Que eu sabia ser espanhol mas para o qual não consegui, na altura, encontrar melhor substituto. E como este, muitos outros exemplo se sucederam. Se queria dizer menina, balbuciava primeiramente, um niñ... Seguido, finalmente, de um custoso (mas triunfante) ragazza. 
Ao conseguir, durante boa parte da conversa, entender o que diziam, entusiasmava-me por vezes pensando isto é canja, e aventurava-me a fazer-lhes uma pergunta. Se algumas correram bem, noutras estive o que me pareceu horas a tentar fazer-me entender. Do mesmo modo que de algumas respostas, não entendia o significado. Então, adoptava um ar de quem não percebe pedindo que repita, uma outra vez... Até que desisto e esboço um largo sorriso concordante. Tudo para não perpetuar o meu ar de boca aberta que me faz parecer ter uma ligeira a moderada insuficiência cognitiva. 
Após muito esforço e muitas vezes me ter coibido de participar na conversa devido a uma frustrante incompetência vocabular, por várias vezes estive perto de ceder à pressão e desatar a falar em inglês. A velha amiga língua inglesa. Mas mantive-me firme e não capitulei perante a tentação, segui falando o meu pobre, mas incansável italiano (?).   



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O João e a Cofidis


Quase todos os dias o João entra-nos em casa, junto com o pai, os dois juntos naquela garagem, junto com aquele carro vermelho e aquele discurso enfadonho e repetitivo, sempre o mesmo, invariante, invariantemente estúpido.
"O João fez a parte dele e entrou em medicina, e eu cumpro a minha e dou-lhe um carro." Que idade é que o João tem? Deve ter, pelo menos,18, para estar a ingressar agora no ensino superior, e  para poder usar um carro fora do estacionamento do cemitério da vila dele. Esse método de estimulação "if - then" parece-me um bocado desajustado para um jovem adulto, e sobretudo muito desajustado para o objectivo em questão. O João tem que querer entrar em medicina, ou noutro curso qualquer, porque gosta e não porque vai ganhar um carro. E tem que gostar o suficiente para estudar, também, o suficiente. E não para ter um sítio para dar aso a deleites adiados com a namorada, até então, por falta de local. Eu acho má pedagogia. Se é dos que sofre com a pressão dos objectivos, vai lhe pôr ainda mais pressão em cima. Se ele falhar, vai causar-lhe ainda mais frustração. Se é dos que não tem auto-disciplina suficiente para se esforçar pelos próprios objectivos, então é imaturo, foi mal educado e não acho que esse problema deva ser corrigido oferecendo-lhe um carro por uma coisa que ele deve querer por si. No resto da vida não vai haver quem lhe possa dar viaturas por cada objectivo. E se para entrar foi preciso um carro, para ele completar o curso ia precisar de um stand. Portanto em nenhuma das hipóteses me parece adequada a atitude.
Agora vamos à questão económica que também não me parece menos estúpida. Então o pai do João não tem dinheiro suficiente para lhe pagar um carro novo e nem um usado (porque também, se tem dinheiro para um usado mas vai contrair um empréstimo para dar um carro novo como primeiro carro, é muito parvo). Até aqui tudo bem. Ele não tem esse dinheiro e o filho anda no secundário. Tudo bem na mesma, até agora foram constatações. Mas o homem, que não tinha dinheiro para comprar um carro em segunda mão, vai, logo agora, agora que vai ter um pesadíssimo acréscimo nas despesas com propinas, transportes, habitação e alimentação do moçoilo na faculdade, empenhar-se com um empréstimo, e logo na cofidis! O cúmulo é isso, é que não é num banco mais credível, que procura garantias para o crédito e depois apresenta taxas de juro mais razoáveis, não, é logo na cofidis...
Enfim, foi desta forma que arranjei uma óptima desculpa para eu falar disto. É por esta política do "quero, não tenho dinheiro, faço um empréstimo", por esta oferta de crédito fácil, desregrado, tantas vezes inconsequente, que há tantos portugueses cujo trabalho serve meramente para ir sobrevivendo às prestações mensais.

Kasabian - Days are Forgotten

Aguardado com expectativa aquele que é tido como possivelmente o nome de maior peso do festival - os Kasabian. Espera-se um grande concerto, culpa da banda que conquistou muito boa fama quanto às suas actuações ao vivo.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Going Out Tonight






















Stephen Malkmus and The Jicks - Senator

Uma banda ecléctica, uma crítica mordaz, uma música fantástica.



Eu nunca acreditei no Toy Story...


Eu nunca acreditei no Toy Story, para mim é tudo invenção, uma farsa, tudo feito a computador (e é, é mesmo, aliás o Toy Story foi a primeira longa metragem produzida totalmente por computação gráfica). É como a história do pai natal. Não é possível que os brinquedos, quando não estão sob a nossa vigilância, ganhem vida. Não é, e nem sequer se apanhou alguma vez numa gravação de câmara de vigilância brinquedos animados. O único que existiu foi o pinóquio. E diga-se com tanta câmara que agora anda por aí, é muito improvável que nunca se tenha apanhado nada... Portanto não dá para acreditar. A coisa mais próxima disso em que eu acredito é que quando eu pouso os meus phones depois de os usar e me afasto deles, eles se convertem em serpentes e enrodilham-se as duas num ninho de amor, que tenho eu mais tarde que destruir com todos os cálculos aritméticos e destreza mas acima de tudo paciência que são necessários para deslindar o quebra-cabeças. Não importa a forma como eu os deixo: esticados, dobrados em  duas partes, enrolados a volta de algo... quando os quero voltar a aconchegar nos meus ouvidos eles estão sempre amarfanhados um no outro na forma mais anárquica possível. E a ciência ainda não explica isto e não há nenhuma teoria que melhor justifique isto que a minha!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tecto de Guarda-Chuvas

Patrícia Almeida enfeitou uma rua em Águeda.






B Fachada - Estar à espera ou procurar

Música engraçada. Letra curiosa, mas não menos boa, muito pelo contrário.

Caros leitores,

Esta semana, tanto eu como o José Costa estaremos desligados desta maravilhosa plataforma que é a Internet e, consequentemente, da blgosfera. Partimos para o festival Paredes de Coura mas, não sem antes agendarmos alguns posts para minorarem a falta que sentirão de nós. ;)
Entre esses posts, estarão algumas músicas das várias bandas que actuarão no referido festival.

Atenciosamente,

Inês Barbosa 

sábado, 11 de agosto de 2012

Os Azeitonas - Nos Desenhos Animados

Continuando na mesma temática da música anterior. 
:)

Google Why You No Doodle?

Foi com profunda amargura que hoje visitei o motor de busca mais usado da internet e me apercebi que o doodle de hoje não é jogável. Não, não dá para andar de canoa, nem para saltar barreiras nem para fazer lançamentos de basquetebol. Não dá, é uma imagem, com uma potencialidade de interação monolítica, é estática e é seca.
Naquela angústia sufocante vagueei, naveguei e encontrei o doodle finder do google http://www.google.com/doodles/finder/2012/All%20doodles, que deve ser uma coisa recente porque eu já procurei isto há uns tempos e creio que não existia, e onde podemos ver todos os doodles já usados pelo google. E foi assim, aí, que me entretive nesta manhã, curta como todas as manhãs de férias, porque o tempo entre o acordar e o almoço é escasso nesta época. Se estão numa de desporto entre as várias hipóteses olímpicas aconselho as barreiras que é o que mais me viciou. Depois de alguma prática e desenvolvida a técnica inovadora de carregar nas duas setas ao mesmo tempo, consegui um tempo de 10.6 segundos, o que é fantástico porque são menos 2.2 segundos do que o anterior recorde mundial nos 110 metros barreiras (assume-se que são os 110 metros uma vez que temos 10 barreiras) pertencente ao cubano Dayron Robles.



Reparem como deixei propositadamente as guias do google chrome com o blog numa delas, para atestar a veracidade do feito, não vá algum mais céptico acusar-me de estar a copiar resultados.
No caso de estarem à procura de algo que estimule mais o intelecto recomendo a máquina de Turing, representada no doodle de 23 de junho. Turing, Alan Turing, esse grande senhor, o pai da computação, cujo trabalho foi fulcral para toda a tecnologia contemporânea, mas ainda assim, o reconhecimento escasseou em vida, e mesmo após a morte não foi nem é satisfatório. Mas isso são contas de outro rosário, que não é o de hoje.
Hoje sugiro que joguem, que gerem o "programa" necessário para obter o código pretendido, que façam um código por cada letra do google (mas que pensem, não o tentem resolver por brute-force, até porque só vai ser útil nos mais iniciais e não terá piada) e no fim de resolverem os 6 retrocedam na página, voltem a ela e resolvam outros 6, esses sim verdadeiramente desafiantes. Noutra ocasião talvez fale da vida interessante e triste do criador do primeiro modelo teórico de computação.