Para além de The Sims e Sonic, o jogo de vídeo da minha vida é o Roller Coaster Tycoon. Estão a ver, aquele joguinho em que éramos o dono de um parque de diversões e podíamos construí-lo e dirigí-lo a nosso bel-prazer? Até ao ponto de podermos pegar nos funcionários de limpeza e posicioná-los estrategicamente para que limpassem o vomitado dos visitantes. Exactamente o tipo de coisa que adoro, ter o poder de tudo manipular, ao alcance de um clique (Muhahahahaha!), não é à toa que também perdi anos da minha vida a jogar The Sims 1, 2 e 3. Serei uma control freak? Verosímil, mas não vem ao caso.
Encontro-me num dilema, numa encruzilhada manhosa, hoje senti um súbito ímpeto de instalar o jogo no meu PC para relembrar os bons velhos tempos mas a época de exames avizinha-se e eu... Sou fraca, muito fraca no que toca a resistir à tentação começar a jogar e sei que se principiar a jogatina hoje, daqui até os exames começarem ainda não me terei aborrecido do jogo e pimba vou chumbar a todas as cadeiras (menos a duas que são tão básicas que poderia ter um ataque de riso crónico caso chumbasse. Por outro lado nunca se sabe e talvez me esteja para aqui a armar e ainda venha a ter uma surpresa. Retiro o que disse escrevi), por falta de concentração. Porque já me conheço, ainda que não esteja, efectivamente, a jogar, vou estar a pensar nisso, nomeadamente:
Quais as novas atracções a adicionar ao parque;
Como optimizar a distribuição das atracções, comes e bebes, quartos de banho, etc;
Devo ou não despedir uma das mascotes que, apesar de engraçadas, em boa verdade, pouco contribuem para os lucros;
Quais os preços que poderei aumentar;
Como decorar aquela área do parque anda não preenchi com árvores, fontes, banquinhos e estatuetas que deitam fogo;
Como ficariam os carrinhos de choque se mudasse o tecto para verde;
Que música ambiente por no carrossel;
Já que nunca chove, que falta faz lojinha dos guarda-chuvas;
Que tal começar a afogar no lago aqueles visitantes que se limitam a passear e não fazem despesa;
Não sei por que raio é que a prole da minha gatinha foge de mim a sete pés. Eu sou uma dona amorosa, julgo que já lhes dei várias provas disso, basta verem como sou doce com a mãe deles e como ela gosta de mim. Conheço-os desde bebés, acompanhei-os desde então e só não lhes mudei as fraldas porque... Enfim, pelas razões óbvias. Eles tratam-me como uma estranha quando eu tantas vezes lhes fiz companhia ao longo de várias gripes e outras enfermidades, fui eu quem cuidou deles quando apanharam a varicela, a rubéola, a sarna e o sarampo, e é esta a minha recompensa, parte-me o coração. Não sei como tapar este fosso que entre nós se impôs... É muito triste!
Numa altura em que somos injectados com apelos constantes à cooperação, entreajuda e criatividade para superarmos os problemas actuais – DINHEIRO (é até por isso que tem um símbolo do euro na guitarra) – deixo-vos um exemplo musical desses valores e aliás uma sugestão económica para equipar uma banda. Mais barato só a capella.